DIA DE FINADOS NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO






No feriado de Finados fui com minha amiga Vera Carvalho ao Mosteiro de São Bento onde presenciamos um espetáculo sensacional. O Coral Paulistano, regido por Naomi Munakata, acompanhado do órgão tocado por Lee Ward, presentearam a uma igreja lotadíssima Litanies à La Vierge Noire de Francis Poulenc e o Réquiem de Franz Liszt. Deve ter remexido o coração de cada um dos presentes trazendo as boas lembranças de seus entes queridos que já se foram. Não acredito em forma melhor de para sentir nossos finados.

Claro que me deixei levar pela música e também revi as boas lembranças dos meus queridos que já estão em outra dimensão.

Mas também pensei no meu trabalho atual. Estou investigando um caso bem complicado de um rapaz desaparecido. Sempre que tenho casos complicados, é andando pelo centro velho da cidade de São Paulo que tenho as melhores ideias. Este caso ainda está longe de ter uma solução, mas estar lá no Mosteiro, ficar mais um pouco por lá depois que o espetáculo terminou, me trouxe algumas pistas.

Vera ficou toda assanhada, pois ela gosta de anotar minhas investigações para depois escrevê-las, mas deixei-a curiosa. Não dei nenhuma dica. Preciso avançar um pouco mais no caso para começar a falar sobre ele.

Por enquanto só posso dizer que foi ótimo ter estado no Mosteiro de São Bento e assistido ao espetáculo oferecido pelo Coral Paulistano.

TODAS AS GAROTAS DESAPARECIDAS

#veruseditora #todasasgarotasdesaparecidas


Recebi de presente o livro TODAS AS GAROTAS DESAPARECIDAS de MEGAN MIRANDA.

Adorei a leitura. Um thriller viciante. Aí vão minhas impressões.

Há dez anos, quando Corinne, a melhor amiga de Nicolette Farrell desapareceu e ninguém conseguiu ter notícias de seu paradeiro, Nicolette abandonou sua cidade natal, seu namorado e partiu para a cidade grande. Lá refez sua vida. Estudou, trabalhou. Tentou esquecer o namorado que amava e ficou noiva de um próspero advogado. No entanto, suas raízes haviam ficado em Cooley Ridge, a pequena cidade em que nasceu e foi criada. A cidade onde viveu e convivei com sua melhor amiga.

Passados dez anos, Nicolette teve de retornar para resolver assuntos pendentes, especialmente a venda da casa em que nasceu e viveu até tudo mudar. Seu pai estava com algum tipo de esclerose, teve de ser internado, seu irmão casou-se, a esposa esperava um filho, seu namorado da época, continuava apaixonado.

Chegando à cidade, Nicolette reviu amigos como se estivessem congelados no momento em que tudo mudou, ou seja, o momento em que Corinne havia desaparecido. Nestes dez anos, sequer o corpo foi encontrado. Dias depois do retorno de Nicolette, Annaleise Carter, sua vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne, desaparece misteriosamente.

Nicolette que, desde que chegou, remexia antigas feridas, teve de descobrir o que havia acontecido com Annaleise. Para isto, teve também de investigar o paradeiro de Corinne. Uma coisa tinha a ver com a outra.

Como se dez anos não houvessem mudado nada no relacionamento com o ex namorado e com os suspeitos sobre o desaparecimento de Corinne, Nicolette segue por um thriller psicológico de arrepiar até desvendar o que havia acontecido com Corinne e com Annaleise.

Acredito que a maneira com que a autora organiza o thriller é inédita. Ela vai contando do final para o começo. A cada dia, voltamos para o dia anterior e isto faz com que a pergunta, “como ela chegou até ali? ”, perpasse toda a história. A sequência da história avança no passado, mudando a perspectiva do leitor e tornando a leitura quase que desesperada para desvendar como as peças vão se encaixar. O que aconteceu para chegar até ali.

Ambientada em uma pequena cidade em que todos se conhecem e onde fofocas encontram boas línguas e ouvidos para se propagar, o desenvolvimento das vidas que se unem é interessantíssimo.

Uma história impossível de se interromper sua leitura.

WRITING IN CANELA


      Finalmente Vera retornou de Canela! Passou lá a semana toda com o celular desligado, sem acessar e-mails e muito menos as redes sociais! Que horror! Muito raramente ela se dignava a enviar um torpedinho para informar que estava tudo bem.
     Ontem  à tarde conseguimos sentar  para um café e ela foi contando tudo o que aconteceu por lá.
     Ela esteve numa imersão de literatura e aprendeu novas técnicas de contar histórias. Adorou os mestres James Mcsill e Richard Krevolin. James vive na Inglaterra, perto de York e Richard é professor na UCLA, Los Angeles USA. James fala muito bem português, Richard teve tradução consecutiva do Marcelo Aldrighi. Ele já havia feito umas traduções para Vera, mas ela o conheceu pessoalmente lá em Canela. Disse que é uma pessoa adorável.
     Ela me mostrou muitas fotos de todo o grupo. Aprendeu muita coisa, mas também se divertiu bastante! Foram a vários restaurantes de Gramado e também de Canela. Muito vinho e muito chocolate! Segundo me falou, Gramado está muito bonita, parece até cidade da Europa! A catedral de Canela é simplesmente gótica! Europa pura!
     Vi todas assuas anotações e ela quer começar uma história! Claro que eu contando os acontecimentos de uma investigação e ela anotando e transformando em história. Quer escrever sobre a investigação que aconteceu simultaneamente a uma viagem que eu fiz! Aos poucos vamos conseguir!
O importante é que ela está de volta. Gosto demais das nossas conversas. Sinto uma tremenda falta quando ela não está e não responde meus telefonemas!
Precisamos marcar um jantar com George para começar essa história!
Até a próxima!

MARISCADA ALLA MEDITERRÂNEA


       
Ontem, dia dos pais, fiquei em casa. Só saí à noite. Desde minha separação, meus filhos foram viver em Miami com a mãe. Nos falamos pelo computador, Skype! Foi muito bom revê-los, mesmo que só na telinha!
        A noite, George que também é solitário, me convidou para jantar. Monica, uma amiga, enviou a receita na minha página do facebook e ele resolveu testar!
        mariscada alla mediterrânea! Monica sugeriu até o vinho! Depois vou agradecer a ela pela dica! 
        George é sempre caprichoso na preparação das receitas! Ficou divina! Enquanto comíamos, conversamos sobre o caso que Vera escreveu em PEÇAS FRAGILIZADAS.
George, além de cozinhar bem, é um filósofo nato! Quando o álcool entra em suas veias ele quer salvar o mundo!
       O caso em que trabalhei para Joca, parece se repetir a cada dia! Poder e corrupção no nosso país estão a cada dia mais ousados. Rouba-se sem constrangimento e a vida continua.
Esta semana, mais uma juíza que tentava combater bandidos e corrupção foi assassinada! Ainda bem que não sou eu a desvendar esse caso!
      Depois de muito verdicchio di mattelica, vinho sugerido por Monica, percebemos que se formou em nosso país uma estrutura de poder praticamente invencível! Não basta vontade política de uns poucos perdidos, uns poucos de fora!!! Nem oposição existe mais! Esta estrutura vai estendo as garras e dominando tudo!
      Até mais, amigos, vou para a padaria tomar minha média com pão e manteiga na chapa! Servidos?

PEÇAS FRAGILIZADAS


       
Ontem Vera entregou o livro para a KBRdigital. Até eu me sinto aliviado!
        Noga, a editora, é muito caprichosa nas capas e na edição. Tenho certeza de que vai sair um trabalho muito bom. Vera deu o título de PEÇAS FRAGILIZADAS. Gostei muito porque fala de personagens poderosos que vão se fragilizando. Como num jogo de xadrez, vão chegando próximas do xeque mate!
        Logo que o livro ficar pronto eu aviso. Vocês vão concordar comigo.
        Comecei a contar para Vera um caso muito interessante em que conheci uma grafiteira que tem uma serpente tatuada no corpo. Esta mulher, só de me lembrar, sinto arrepios pelo corpo! Este caso ela está começando a escrever. Lega algum tempo até ficar pronto! Como sempre, ao amanhecer Vera me liga com as perguntas! Sempre ouvi falar de escritores que dormem tarde e varam a madrugada escrevendo. Acordam tarde!!  Vera faz exatamente o contrário. Deita cedo e amanhece com força total para escrever!  Qualquer dúvida, ela não tem o menor constrangimento em me ligar e me acordar! Confesso que gosto de responder as perguntas e ficar relembrando os casos! Claro que tem dias que quando o telefone toca, nem sei onde estou!!!
        Desculpem, mas agora vou ter de sair. Meu amigo George está me esperando para o almoço! Estou curioso para ver PEÇAS FRAGILIZADAS publicado. Quando isso acontecer, George prometeu um jantar especial. Vou falar com ele para convidar Jéferson que é o motoqueiro que sempre nos ajuda nas investigações.
        Estou ouvindo as três batidas na porta. George me espera. Até mais!

@Alyriocobra

SENDO ACORDADO POR MINHA AMIGA VERA


                Minha amiga Vera me ligou logo cedo. Eu disse que se ela não acordasse tão cedo eu me casaria com ela!!!!

                 Vera Assumpção é escritora e escreve os casos em que trabalho! Meu último caso foi trabalhar para um assassino confesso! Resolvi o caso, mas acabei muito mal. Vou deixar o que me aconteceu para depois. Confesso que estou muito abalado para falar sobre o assunto.

               Trabalhei para um assassino confesso, um dos chefões do tráfico de drogas. Aceitei fazer o serviço! Ele estava envolvido com políticos poderosos e acabei perdendo uma pessoa que eu amava
.
                   Com o caso encerrado, ontem jantamos juntos, eu, Vera e George, meu vizinho de escritório, que é um grande cozinheiro! Contei a ela todos os detalhes. Ela até gravou a conversa!

                 Dúvidas surgiram. Ela não se preocupou com o horário. Pegou o telefone e ligou! Claro que me acordou. Esclareci as dúvidas, disse que se ela não fosse tão madrugadeira eu me casava com ela. Desliguei e consegui dormir mais um pouco! Só vim para o escritório depois do almoço! Já disse a ela que terminar um caso é como para ela terminar um livro! É preciso tomar um fôlego para pegar o próximo! Especialmente este em que me machuquei muito!

            George, além de vizinho de escritório, é um grande amigo! Por ser um excelente cozinheiro, quando os casos terminam, fazemos o jantar para contar os detalhes. Os jantares são sempre na casa dele.

            Ontem ele fez um cozido a portuguesa, servido com vinhos que ele sabe harmonizar. Estava delicioso! Bebemos, comemos e conversamos até altas horas!

          Além de ter contado todo o caso que vai se transformar numa história bem bacana, fiquei feliz em saber que a segunda aventura que Vera escreveu, O RIGOR DA FORMA, esteve entre os mais vendidos da Folha de São Paulo e agora está na lista da Livraria Cultura! Nesse caso houve a tentativa de um crime perfeito! E confesso que eu quase bobeei!
Também acaba de sair em e-book minha primeira aventura que ela nomeou de PAISAGENS NOTURNAS.
           Não deixe de conhecer minha página:

           Nos vemos na próxima postagem!


     Numa cidade como São Paulo, onde as TVs sensacionalistas e os jornais sérios exibem o tempo todo crimes de todas as espécies, por que ainda escrever um romance policial e por que o público aprecia tanto?

     É que as pessoas ainda têm lá no fundo da alma um resquício dos contos de fada, uma tremenda vontade que o amor vença e que a história tenha um final feliz.

     E como romances que começam por um crime podem ter um final feliz? Isso acontece exatamente quando o romancista leva o leitor a desvendar o assassino. É nesse momento que o bem vence o mal. Diferentemente da vida real, no romance policial, descobre-se o assassino e sabe-se que ele será punido!

      Alyrio Cobra é um detetive que nasceu e vive na cidade de São Paulo e ele vai convencer seus leitores a partilhar uma visão de mundo pelo tempo que durar a leitura! Vai proporcionar aos seus leitores uma deliciosa imersão numa realidade imaginada!

      O primeiro desafio a Alyrio Cobra, aconteceu no livro Paisagens Noturnas. O segundo foi em O Rigor da Forma, publicado na forma e-book pela editora Freitas Bastos e esteve na lista dos mais vendidos do jornal Folha de São Paulo.

      O terceiro estou escrevendo!

      Se você quiser saber mais sobre meus livros, veja meu site


      Nos vemos na próxima postagem!